segunda-feira, 26 de maio de 2008

RECONTO DA OBRA "História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar" DE LUÍS SEPÚLVEDA

Kengah, uma gaivota de penas cor de prata, voava com o seu bando sobre o mar do Norte.
Quando mergulhava, para pescar arenques, foi apanhada por uma maré negra. Com muita dificuldade, conseguiu voar até ao porto de Hamburgo.
Kengah acabou por cair na varanda de uma casa, onde vivia um gato grande, preto e gordo, chamado Zorbas. A gaivota estava a morrer por causa do petróleo que estava agarrado ao seu corpo. Antes de exalar o último suspiro, Kengah informou Zorbas que ia ter um ovo e pediu-lhe que ele lhe fizesse três promessas:
“- Não comes o ovo.
- …cuidas dele até que nasça a gaivotinha.
- Promete que a ensinas a voar.”
Zorbas prometeu cumprir estes pedidos. Ao mesmo tempo que Kengah morria, pôs um ovo.
Zorbas pediu ajuda aos gatos do porto e eles aceitaram ajudá-lo a cumprir as promessas.
O gato grande, preto e gordo deitou-se junto do ovo pintalgado e chocou-o.

Os gatos, amigos de Zorbas, ajudaram a preparar o enterro de Kengah. Colonello fez um bonito discurso de despedida:
“E agora digamos adeus a esta gaivota, vítima da desgraça provocada pelos humanos. Estiquemos os pescoços para a lua e miemos a canção do adeus dos gatos do porto.” Os gatos começaram a miar uma triste canção de despedida, aos quais se juntaram outros gatos, cães e restantes animais das redondezas.
Entretanto, Ditosa -a gaivotinha -aprendeu, com o tempo, a comer o que os gatos lhe davam e a compreender que Zorbas não era a sua “mamã”. Os gatos tentaram ensiná-la a voar, até consultaram a enciclopédia, mas não o conseguiram.


Zorbas decidiu pedir autorização para quebrar o tabu e poder miar a língua dos humanos. Os gatos, depois de muito conversarem, escolheram um humano poeta para pedir ajuda.
O poeta escolheu uma noite de chuva para levar Ditosa ao cimo da torre de S. Miguel. Nesse local, o humano, depois de incentivar a gaivota, atirou-a. Mesmo com medo, Ditosa começou a voar. Tinha compreendido “Que só voa quem se atreve a fazê-lo.”

Trabalho realizado pelos alunos do 5º G, nas aulas de Língua Portuguesa

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