sexta-feira, 13 de junho de 2008

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE NA ESCOLA DA CORGA

No passado dia 5 de Junho, a escola não foi indiferente ao Dia Mundial do Ambiente. A turma do 8ºF envolveu toda a comunidade escolar numa pequena exposição de trabalhos, realizados no âmbito da disciplina de Educação Visual.
A sensibilização para a RECICLAGEM, para a reutilização de embalagens, jornais, lonas que estão presentes no nosso quotidiano, para a criação de novas peças, como sejam porta-chaves, malas, porta-moedas, molduras, caixas de arquivo, foi a razão que moveu toda a turma, que se mostrou empreendedora, inovadora e com forte espírito de equipa.
A adesão por parte de toda a comunidade escolar foi fantástica. A todos o nosso obrigado!
A turma do 8ºF e a Professora Anabela Santos

sexta-feira, 6 de junho de 2008

TEXTO VENCEDOR DO CONCURSO ESCOLAR " Uma lenda sobre a União Europeia", PROMOVIDO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA


Um super-poder inimaginável

Há muito, muito tempo, a Europa era governada por super-heróis que utilizavam os seus super-poderes para resolver todos os problemas dos seus países. Uma chuvada mais forte que destruía as colheitas e plim! Voltavam os campos a ficar cheios de frutos apetitosos. Era fácil governar e os super-heróis já andavam aborrecidos, sem desafios novos, sem nada diferente para fazer.
- Que «seca»! Não se faz nada! Eu quero acção e passo os dias sentado no sofá – disse aborrecido Obélix.
Tal como Obélix, os outros super-heróis sentiam o mesmo enfado. Então, um deles, Hulk(1), resolveu mandar o seu super-poder para o vizinho lançando alguma animação que acabou em grande confusão(2).
- Ides morrer, seus exemplares inferiores da raça humana! Desgraçados! – gritava Hulk.
- Experimenta, seu triste! – responderam o Super Homem(3) e Obélix(4,5)
Contudo, o super-poder de Hulk era inesgotável. Os vizinhos, um a um, iam sendo dominados por ele. Primeiro os mais pequenos, mas até Obélix, surpreendentemente, caiu nas suas garras. Era o desespero de toda a Europa. Todavia, o Super-Homem não desistia. Decidiu lutar enquanto o seu super-poder o permitisse. Do outro lado do mundo, o Tio Patinhas(6) estava preocupado, pois não entrava dinheiro na sua bolsa. Resolveu enviar os seus espiões para investigarem o que se passava no velho continente. Entretanto, Hulk, sem medir as consequências, esgotou o seu super- poder. Obélix, Super-Homem, Tio Patinhas e outros uniram-se, juntaram os seus super-poderes até ao limite e destruíram Hulk. O preço foi ficar sem os seus super-poderes. No contrato para a atribuição do super-poder, este só podia ser utilizado para o bem. A morte e a destruição que provocaram desobedeciam ao contrato.
Era urgente resolver os problemas económicos de uma Europa destruída. Os super-heróis destituídos dos seus poderes não eram capazes de solucionar os problemas que afligiam os seus reinos. Desesperados e desiludidos conversaram entre si e decidiram convocar uma cimeira para discutirem soluções. Nesta estiveram, entre outros, Sherek, Robin dos Bosques, Quarteto Fantástico, Obélix, Batman, Super-Homem, Tio Patinhas como observador e Sininho como moderadora.
Sininho, após ter cumprimentado todos os representantes, falou-lhes dos problemas que os preocupavam e pediu que fizessem um esforço para a resolução dos mesmos.
- Só vamos conseguir resolver os nossos problemas se a Europa for reconstruída – declarou o Super-Homem.
- Eu só queria relembrar que reconstruir a Europa passa pela abertura de novas fábricas e por novos métodos de trabalho para termos lucros – lembrou o Tio Patinhas.
- Muito bem! – responderam todos.
- Vocês só pensam em lucro, dinheiro… e o bem-estar das pessoas não conta? Não será isso o mais importante? – perguntou irritado Sherek.
- Ele tem razão. Há muita pobreza, muita doença, muita miséria… - disseram o Quarteto Fantástico e continuaram:
- Pessoas doentes e com fome não podem trabalhar, seus incompetentes.
- Vão chamar incompetentes a quem…
- Ordem! Ordem! O Sherek e o Quarteto Fantástico têm razão. Temos de começar por melhorar as condições de vida de todas as pessoas. A riqueza não pode estar só na mão de alguns - lembrou Sininho.
- Está bem. Agora só podemos utilizar a nossa sabedoria para ajudar os que mais precisam já que não temos super-poderes – disse Obélix.
- Posso falar? – perguntou Robin dos Bosques.
- Faça favor – disse Sininho.
- Eu quero, melhor, exijo que todos os países se desenvolvam e todos tenham boas condições de vida. Que os ricos partilhem com os mais pobres.
- Eu quero igualdade entre todos os países sem depender da raça, cor, religião ou opinião política – exigiu Sherek.
- Eu não concordo. Cada um que trabalhe e se esforce para crescer. Que é isso de partilha, igualdade? - refilou alguém.
- Calado, seu egoísta! Estamos aqui para nos ajudar uns aos outros para que o desenvolvimento chegue a todos – disse Batman – Nunca ouviste dizer que «Casa que não tem pão todos ralham e ninguém tem razão?»
- Ordem! Ordem! Vamos deixar o Quarteto Fantástico falar – ordenou Sininho.
- Eu concordo com Robin – disse um dos membros do Quarteto.
- Eu acho que devíamos formar uma verdadeira união em que todos defendêssemos princípios não só económicos e humanos mas também a paz, a segurança, a qualidade de vida, … Enfim, sermos uma verdadeira família.
- Uma verdadeira família?! – inquiriu o Super-Homem.
- Temos de nos unir pelo bem de todos. Sozinhos não vamos a lado algum.
Fez-se uma grande balbúrdia na sala. Falavam todos ao mesmo tempo, respondiam com má educação uns aos outros, não se entendiam. Sininho bateu as asas para subir um pouco mais e disse:
- Percebo a vossa situação, mas temos de chegar a uma conclusão.
- Se nós ainda tivéssemos os nossos super-poderes… – lamentou Batman.
- Agora não vale a pena lamentar. O super-poder é ajudarmo-nos – afirmou Robin.
- Ai sim? E entreajuda é por acaso algum super-poder de jeito? – perguntou irónico o Burro.
Voltou a haver confusão na sala com todos a falarem ao mesmo tempo, defendendo ou não se a entreajuda seria um super-poder.
- Então, meus senhores, a que conclusão chegaram? – perguntou Sininho.
Batman tomou a palavra:
- Concordamos que o bem-estar de todos dependa da nossa disponibilidade para ajudar. Vamos elaborar uma carta com os pontos que desejamos sejam cumpridos por todos.
- Como vêem não são precisos super-poderes extravagantes para resolver problemas. Basta a entreajuda e o espírito de companheirismo - concluiu Sininho.
- Bem, é que eu com os meus super-poderes ganhava muito dinheiro – lamentou Tio Patinhas –Contudo, satisfaz-me saber que ajudei, sem usar o poder do negócio.
Agora sabiam a verdade mais inestimável, aquela que se há vinte anos conhecessem nem tinham sequer começado a guerra. A diversidade de opiniões traz desenvolvimento e o respeito das mesmas gera equilíbrio. Não há super-herói melhor que outro super-herói, assim como não há super-poder individual que seja superior a outro. Só com o esforço de todos se pode criar um super-poder inimaginável – a entreajuda.
Em toda a Europa só o Burro do Sherek ficou triste, pois com este novo super-poder encontrado – a entreajuda – não ia de certeza voltar a ser um corcel lindo. Sherek irritado disse:
- Ó Burro, cala-te! Não aprendeste a lição? O egoísmo pode conduzir a muita destruição e sofrimento.
A Europa conseguiu unir-se para que a paz, a solidariedade, a igualdade e a liberdade fossem uma realidade. Nunca devemos esquecer que a “união faz a força”.
Sininho encerrou a reunião, dizendo:
- Meus amigos, obrigada pela vossa colaboração. Estou feliz! Acredito na União Europeia. Esta jamais morrerá. Levantemo-nos e, de mãos dadas, cantemos o Hino da Alegria.


Notas:
1 Hulk - governante da Alemanha.
2 Estávamos em 1939 (a Alemanha ataca a Polónia).
3 Super-Homem - governante da Inglaterra.
4 Obélix - governante de França.
5 A França e a Inglaterra declaram guerra à Alemanha.
6 Tio Patinhas - governante dos Estados Unidos da América.
Trabalho realizado pelos alunos do 6ºB, com a orientação da professora Lisdália

sábado, 31 de maio de 2008

VI ENCONTRO/CONVÍVIO DE ALUNOS DE E.M.R.C.,DA DIOCESE DO PORTO, NO PARQUE DA CIDADE


No passado dia 21 de Maio, realizou-se o VI Encontro/Convívio de alunos de E.M.R.C., da Diocese do Porto, no qual participou a nossa Escola, com cinquenta e sete alunos, todos eles pertencentes ao 8º ano de escolaridade. O professor Alfredo Vasconcelos foi o responsável pela actividade e contou com a colaboração dos professores Raúl Bastos, José Nuno Ramos e Andreia Sousa.
Os alunos partiram da Escola às 08:30h e chegaram ao Parque da Cidade por volta das 09:30h. O dia foi preenchido com diversas actividades, logo após à apresentação de cada escola, junto do palco. A saber: formação do cachecol gigante (11 km), actividade patrocinada pela Sport Zone e que homenageava a Selecção Portuguesa de Futebol; concurso de bandeiras; concerto musical; palestra do Senhor Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e outras actividades no palco e no parque. Finalmente, os alunos chegaram à Escola por volta das 17h.
Este encontro/convívio teve como objectivo fundamental promover os valores da amizade, do convívio, da fraternidade e da partilha. Penso que foram plenamente atingidos, graças ao civismo e à responsabilidade dos nossos alunos. Estes revelaram um comportamento digno de louvor, uma pontualidade francamente positiva, o que só pode deixar os professores e a própria Escola orgulhosos deles. Daí que, a avaliação, que os professores de E.M.R.C. fizeram da visita, foi bastante positiva, já que deu para observar que muitos dos valores propostos pela disciplina foram evidenciados pelos nossos jovens. Num tempo, em que se têm tecido tantas críticas aos mesmos, será bom reconhecer que existem neles valores que nos devem deixar esperançados em relação ao futuro.
A grande mancha cor-de-laranja ( cor das t.shirts que envergaram ), que compôs e embelezou ainda mais o já de si belo Parque da Cidade, era constituída por cerca de quinze mil jovens de toda a Diocese do Porto que, como já disse, fizeram daquele dia uma ocasião única de salutar convívio e de lazer.








































O Representante de E. M. R. C. , Alfredo Vasconcelos

segunda-feira, 26 de maio de 2008

RECONTO DA OBRA "História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar" DE LUÍS SEPÚLVEDA

Kengah, uma gaivota de penas cor de prata, voava com o seu bando sobre o mar do Norte.
Quando mergulhava, para pescar arenques, foi apanhada por uma maré negra. Com muita dificuldade, conseguiu voar até ao porto de Hamburgo.
Kengah acabou por cair na varanda de uma casa, onde vivia um gato grande, preto e gordo, chamado Zorbas. A gaivota estava a morrer por causa do petróleo que estava agarrado ao seu corpo. Antes de exalar o último suspiro, Kengah informou Zorbas que ia ter um ovo e pediu-lhe que ele lhe fizesse três promessas:
“- Não comes o ovo.
- …cuidas dele até que nasça a gaivotinha.
- Promete que a ensinas a voar.”
Zorbas prometeu cumprir estes pedidos. Ao mesmo tempo que Kengah morria, pôs um ovo.
Zorbas pediu ajuda aos gatos do porto e eles aceitaram ajudá-lo a cumprir as promessas.
O gato grande, preto e gordo deitou-se junto do ovo pintalgado e chocou-o.

Os gatos, amigos de Zorbas, ajudaram a preparar o enterro de Kengah. Colonello fez um bonito discurso de despedida:
“E agora digamos adeus a esta gaivota, vítima da desgraça provocada pelos humanos. Estiquemos os pescoços para a lua e miemos a canção do adeus dos gatos do porto.” Os gatos começaram a miar uma triste canção de despedida, aos quais se juntaram outros gatos, cães e restantes animais das redondezas.
Entretanto, Ditosa -a gaivotinha -aprendeu, com o tempo, a comer o que os gatos lhe davam e a compreender que Zorbas não era a sua “mamã”. Os gatos tentaram ensiná-la a voar, até consultaram a enciclopédia, mas não o conseguiram.


Zorbas decidiu pedir autorização para quebrar o tabu e poder miar a língua dos humanos. Os gatos, depois de muito conversarem, escolheram um humano poeta para pedir ajuda.
O poeta escolheu uma noite de chuva para levar Ditosa ao cimo da torre de S. Miguel. Nesse local, o humano, depois de incentivar a gaivota, atirou-a. Mesmo com medo, Ditosa começou a voar. Tinha compreendido “Que só voa quem se atreve a fazê-lo.”

Trabalho realizado pelos alunos do 5º G, nas aulas de Língua Portuguesa

DIA DA MÃE


O dia da mãe teve origem no princípio do século xx quando uma jovem perdeu a sua mãe. Então, algumas amigas dela resolveram inventar o dia da mãe. A jovem que perdeu a mãe quis que aquele dia fosse dedicado a todas as mães do mundo.
O dia da mãe é muito especial, por isso eu acho que todos os filhos devem celebrar esse dia com as suas mães.
Ivo 5ºC
Dia da Mãe
Da minha mãe, eu gosto muito.
Inteligente e meiga ela é.
A sua beira sinto-me protegido.

Dia da mãe é todos.
A minha, do meu Mundo, é rainha.

Mulher de grande beleza interior.
Adoro-a do fundo do coração.
Ela é o centro da minha atenção.

João Ferreira, 6ºB

Mãe tu és…

Doce
Inteligente
Amável

Dádiva de amor
Amiga incomparável

Mãe, és encanto
Às vezes, dás tudo por nós
És o verdadeiro amor.

Cátia, 6ºB

O DIA DA ESPIGA

A Quinta-feira da Ascensão é uma festa religiosa católica. Há localidades onde é mesmo um dia feriado.Neste dia, celebra-se a ascensão de Jesus ao Céu, depois de ter sido crucificado e de ter ressuscitado. Também, nesta data, celebra-se o Dia da Espiga ou Quinta-feira da Espiga.
Tradicionalmente, as pessoas vão para o campo apanhar a espiga e outras flores campestres. Com elas, formam um ramo com espigas de trigo, folhagem de oliveira, malmequeres e papoilas. O ramo pode também incluir centeio, cevada, aveia, margaridas e pampilhos.

Cada elemento exprime um desejo:
· A espiga - que haja pão (isto é, que nunca falte comida em cada lar).
· As folhas de oliveira - que haja paz e que nunca falte a luz divina. (Antigamente, as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite, e o azeite faz-se com as azeitonas, que são o fruto da oliveira).
· Flores (malmequeres, papoilas, etc.) - que haja alegria (simbolizada pela cor das flores - o malmequer ainda «traz» ouro e prata, a papoila o amor e vida e o alecrim a saúde e força).
O ramo é guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.
Alguns acreditam que este costume, mais presente no centro e sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, que era uma bênção aos primeiros frutos. No entanto, por ter tanta ligação com a Natureza, outros pensam que vem mais de trás no tempo, talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura.
Hoje em dia, nas grandes cidades, as pessoas já não vão colher o Ramo da Espiga (nem há onde...), mas há quem os venda, fazendo negócio com a tradição... E ajudando a preservá-la.

Bibliografia: http://www.junior.te.pt/
Christophe, 6ºB.

A TRADIÇÃO DAS "MAIAS"

A tradição das Maias tem várias explicações. Eu vou apresentar a explicação religiosa para este costume.
Segundo a lenda, no tempo de Jesus, Herodes soube da fuga da Sagrada Família para o Egipto. Então, pediu a um malfeitor para matar o Menino Jesus. Este escusou-se a cumprir o pedido, mas ofereceu-se para identificar a casa onde ele estava alojado. Para o efeito, usou a flor de giesta (maias), na porta, para a sinalizar. Herodes mandou o seu exército para o matar, mas, para seu espanto, todas as casas tinham as portas enfeitadas com maias. Era impossível saber em qual das casas estava o verdadeiro Menino Jesus. O Menino Jesus foi salvo!

Ruben Santos, 5ºC



O Dia das Maias comemora-se de 30 de Abril para 1 de Maio.
Nesta altura, as pessoas costumam colocar ramos de maias nas portas e janelas das suas propriedades, porque, segundo diz a tradição, afugenta os “diabos” e as “bruxas”. Pretende-se, assim, afastar os infortúnios e azares de entrarem, afastando-os através desta flor.
A maia é uma flor campestre, amarela, mais conhecida por giesta, e é colhida nos montes incultos.


Marco, Mónica e Ana Catarina 5ºC