quarta-feira, 18 de junho de 2008

O SEGREDO


Em segredo, o anjo da paz contou,
Disse-me enquanto dormia…
Nunca ele imaginou,
Que mau o Mundo seria!



A perfeição foi seu guia,
O paraíso era a sua inspiração,
Como é que alguém se atrevia
A destruir tamanha criação!?

Perdi então a vontade de lhe explicar,
Não havia forma simples de dizer.
Como poderia ele continuar a AMAR,
Aqueles que não o sabem compreender..!

Cristiana, 8º E

PARABÉNS AO CLUBE DE TEATRO!

Este ano lectivo, tivemos a oportunidade de fazer parte do Clube de Teatro cuja dinamizadora é a professora Conceição Costa.
O Clube funcionou duas vezes por semana, com diferentes grupos de alunos.
Podemos afirmar que foi um espaço de grande descontracção onde todos os alunos tiveram a possibilidade de dar a sua opinião e de mostrar os seus talentos, já que as actividades desenvolvidas envolveram dança, música e interpretação.
A peça que ensaiámos foi «O Gato Malhado e a Andorinha Sinhã». As máscaras que utilizámos foram da autoria das professoras de Educação Visual, professoras Andreia e Cristina Jorge. Quanto talento!
O ponto culminante do nosso trabalho foi a apresentação da peça à comunidade escolar, no dia treze de Junho, a partir das vinte horas e trinta minutos.
Após muito «stress», muitas «dores de barriga», lá conseguimos mostrar a nossa obra de arte. Foi um momento único e inesquecível!
Os aplausos encheram-nos de orgulho e incentivaram-nos a prosseguir em frente. Por isso, já sabem, para o ano cá estamos novamente e desafiamos qualquer um a fazer parte deste maravilhoso projecto.
Boas Férias!

O Clube de Teatro

segunda-feira, 16 de junho de 2008

PROJECTO DAPHNIA NO VISIONARIUM

No passado dia 21 de Maio, no âmbito do Projecto de Promoção da Educação para a Saúde (PES), alguns alunos da nossa escola tiveram a oportunidade de ir ao Visionarium, em Santa Maria da Feira, visitar o novo espaço destinado a mostrar quais os efeitos das drogas nas pessoas. Este espaço «tem como objectivos divulgar e promover a cultura científica, fomentar estilos de vida saudáveis e prevenir o consumo de substâncias psicoactivas.»
Claro que não trabalhámos com drogas como a cocaína ou o haxixe! Trabalhámos com drogas estimulantes (a cafeína, a nicotina) e depressoras (o álcool).
Lá, experimentámos os efeitos das drogas em animais com o nome de dáfnias (grupo de crustáceos de água doce) para ver as semelhanças connosco.
Inicialmente, ouvimos uma parte teórica para melhor saber como devíamos realizar a experiência.
Primeiro, colocámos uma dáfnia ao microscópio.
Depois, começámos por contar os seus batimentos cardíacos. É incrível como elas têm mais de 200 batimentos cardíacos por minuto!
Em seguida, retirámos a água da dáfnia e, aos poucos, fomos colocando a droga dissolvida. Como a que nós trabalhámos já era líquida (vodka), não houve essa necessidade.
Após isso, medimos outra vez os batimentos cardíacos da dáfnia. Foi impressionante, a grande diferença que se registou: inicialmente, tinhámos cerca de 250 batimentos e depois de a dáfnia ter ficado sobre o efeito da droga baixou, consideravelmente, para cerca de 45 batimentos por minuto. Como nos enganámos e colocámos demasiada vodka, a nossa dáfnia acabou por morrer!Depois, um senhor esteve a explicar-nos qual era o efeito das drogas nas dáfnias e em nós. Ao contrário do que muitos pensam, o álcool não é uma droga estimulante mas sim, depressora. Quando as pessoas estão em estado alcoólico, fazem coisas sem noção, porque o álcool atinge-lhes a parte frontal do cérebro.
Agradecemos, entusiasticamente, a oportunidade de puder aproveitar este novo espaço.
Agradecemos também a iniciativa dos professores e o seu convite.
Foi uma experiência que gostaríamos de ver repetida!

Márcia Patrício e Marta Maltez 8ºC

sexta-feira, 13 de junho de 2008

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE NA ESCOLA DA CORGA

No passado dia 5 de Junho, a escola não foi indiferente ao Dia Mundial do Ambiente. A turma do 8ºF envolveu toda a comunidade escolar numa pequena exposição de trabalhos, realizados no âmbito da disciplina de Educação Visual.
A sensibilização para a RECICLAGEM, para a reutilização de embalagens, jornais, lonas que estão presentes no nosso quotidiano, para a criação de novas peças, como sejam porta-chaves, malas, porta-moedas, molduras, caixas de arquivo, foi a razão que moveu toda a turma, que se mostrou empreendedora, inovadora e com forte espírito de equipa.
A adesão por parte de toda a comunidade escolar foi fantástica. A todos o nosso obrigado!
A turma do 8ºF e a Professora Anabela Santos

sexta-feira, 6 de junho de 2008

TEXTO VENCEDOR DO CONCURSO ESCOLAR " Uma lenda sobre a União Europeia", PROMOVIDO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA


Um super-poder inimaginável

Há muito, muito tempo, a Europa era governada por super-heróis que utilizavam os seus super-poderes para resolver todos os problemas dos seus países. Uma chuvada mais forte que destruía as colheitas e plim! Voltavam os campos a ficar cheios de frutos apetitosos. Era fácil governar e os super-heróis já andavam aborrecidos, sem desafios novos, sem nada diferente para fazer.
- Que «seca»! Não se faz nada! Eu quero acção e passo os dias sentado no sofá – disse aborrecido Obélix.
Tal como Obélix, os outros super-heróis sentiam o mesmo enfado. Então, um deles, Hulk(1), resolveu mandar o seu super-poder para o vizinho lançando alguma animação que acabou em grande confusão(2).
- Ides morrer, seus exemplares inferiores da raça humana! Desgraçados! – gritava Hulk.
- Experimenta, seu triste! – responderam o Super Homem(3) e Obélix(4,5)
Contudo, o super-poder de Hulk era inesgotável. Os vizinhos, um a um, iam sendo dominados por ele. Primeiro os mais pequenos, mas até Obélix, surpreendentemente, caiu nas suas garras. Era o desespero de toda a Europa. Todavia, o Super-Homem não desistia. Decidiu lutar enquanto o seu super-poder o permitisse. Do outro lado do mundo, o Tio Patinhas(6) estava preocupado, pois não entrava dinheiro na sua bolsa. Resolveu enviar os seus espiões para investigarem o que se passava no velho continente. Entretanto, Hulk, sem medir as consequências, esgotou o seu super- poder. Obélix, Super-Homem, Tio Patinhas e outros uniram-se, juntaram os seus super-poderes até ao limite e destruíram Hulk. O preço foi ficar sem os seus super-poderes. No contrato para a atribuição do super-poder, este só podia ser utilizado para o bem. A morte e a destruição que provocaram desobedeciam ao contrato.
Era urgente resolver os problemas económicos de uma Europa destruída. Os super-heróis destituídos dos seus poderes não eram capazes de solucionar os problemas que afligiam os seus reinos. Desesperados e desiludidos conversaram entre si e decidiram convocar uma cimeira para discutirem soluções. Nesta estiveram, entre outros, Sherek, Robin dos Bosques, Quarteto Fantástico, Obélix, Batman, Super-Homem, Tio Patinhas como observador e Sininho como moderadora.
Sininho, após ter cumprimentado todos os representantes, falou-lhes dos problemas que os preocupavam e pediu que fizessem um esforço para a resolução dos mesmos.
- Só vamos conseguir resolver os nossos problemas se a Europa for reconstruída – declarou o Super-Homem.
- Eu só queria relembrar que reconstruir a Europa passa pela abertura de novas fábricas e por novos métodos de trabalho para termos lucros – lembrou o Tio Patinhas.
- Muito bem! – responderam todos.
- Vocês só pensam em lucro, dinheiro… e o bem-estar das pessoas não conta? Não será isso o mais importante? – perguntou irritado Sherek.
- Ele tem razão. Há muita pobreza, muita doença, muita miséria… - disseram o Quarteto Fantástico e continuaram:
- Pessoas doentes e com fome não podem trabalhar, seus incompetentes.
- Vão chamar incompetentes a quem…
- Ordem! Ordem! O Sherek e o Quarteto Fantástico têm razão. Temos de começar por melhorar as condições de vida de todas as pessoas. A riqueza não pode estar só na mão de alguns - lembrou Sininho.
- Está bem. Agora só podemos utilizar a nossa sabedoria para ajudar os que mais precisam já que não temos super-poderes – disse Obélix.
- Posso falar? – perguntou Robin dos Bosques.
- Faça favor – disse Sininho.
- Eu quero, melhor, exijo que todos os países se desenvolvam e todos tenham boas condições de vida. Que os ricos partilhem com os mais pobres.
- Eu quero igualdade entre todos os países sem depender da raça, cor, religião ou opinião política – exigiu Sherek.
- Eu não concordo. Cada um que trabalhe e se esforce para crescer. Que é isso de partilha, igualdade? - refilou alguém.
- Calado, seu egoísta! Estamos aqui para nos ajudar uns aos outros para que o desenvolvimento chegue a todos – disse Batman – Nunca ouviste dizer que «Casa que não tem pão todos ralham e ninguém tem razão?»
- Ordem! Ordem! Vamos deixar o Quarteto Fantástico falar – ordenou Sininho.
- Eu concordo com Robin – disse um dos membros do Quarteto.
- Eu acho que devíamos formar uma verdadeira união em que todos defendêssemos princípios não só económicos e humanos mas também a paz, a segurança, a qualidade de vida, … Enfim, sermos uma verdadeira família.
- Uma verdadeira família?! – inquiriu o Super-Homem.
- Temos de nos unir pelo bem de todos. Sozinhos não vamos a lado algum.
Fez-se uma grande balbúrdia na sala. Falavam todos ao mesmo tempo, respondiam com má educação uns aos outros, não se entendiam. Sininho bateu as asas para subir um pouco mais e disse:
- Percebo a vossa situação, mas temos de chegar a uma conclusão.
- Se nós ainda tivéssemos os nossos super-poderes… – lamentou Batman.
- Agora não vale a pena lamentar. O super-poder é ajudarmo-nos – afirmou Robin.
- Ai sim? E entreajuda é por acaso algum super-poder de jeito? – perguntou irónico o Burro.
Voltou a haver confusão na sala com todos a falarem ao mesmo tempo, defendendo ou não se a entreajuda seria um super-poder.
- Então, meus senhores, a que conclusão chegaram? – perguntou Sininho.
Batman tomou a palavra:
- Concordamos que o bem-estar de todos dependa da nossa disponibilidade para ajudar. Vamos elaborar uma carta com os pontos que desejamos sejam cumpridos por todos.
- Como vêem não são precisos super-poderes extravagantes para resolver problemas. Basta a entreajuda e o espírito de companheirismo - concluiu Sininho.
- Bem, é que eu com os meus super-poderes ganhava muito dinheiro – lamentou Tio Patinhas –Contudo, satisfaz-me saber que ajudei, sem usar o poder do negócio.
Agora sabiam a verdade mais inestimável, aquela que se há vinte anos conhecessem nem tinham sequer começado a guerra. A diversidade de opiniões traz desenvolvimento e o respeito das mesmas gera equilíbrio. Não há super-herói melhor que outro super-herói, assim como não há super-poder individual que seja superior a outro. Só com o esforço de todos se pode criar um super-poder inimaginável – a entreajuda.
Em toda a Europa só o Burro do Sherek ficou triste, pois com este novo super-poder encontrado – a entreajuda – não ia de certeza voltar a ser um corcel lindo. Sherek irritado disse:
- Ó Burro, cala-te! Não aprendeste a lição? O egoísmo pode conduzir a muita destruição e sofrimento.
A Europa conseguiu unir-se para que a paz, a solidariedade, a igualdade e a liberdade fossem uma realidade. Nunca devemos esquecer que a “união faz a força”.
Sininho encerrou a reunião, dizendo:
- Meus amigos, obrigada pela vossa colaboração. Estou feliz! Acredito na União Europeia. Esta jamais morrerá. Levantemo-nos e, de mãos dadas, cantemos o Hino da Alegria.


Notas:
1 Hulk - governante da Alemanha.
2 Estávamos em 1939 (a Alemanha ataca a Polónia).
3 Super-Homem - governante da Inglaterra.
4 Obélix - governante de França.
5 A França e a Inglaterra declaram guerra à Alemanha.
6 Tio Patinhas - governante dos Estados Unidos da América.
Trabalho realizado pelos alunos do 6ºB, com a orientação da professora Lisdália

sábado, 31 de maio de 2008

VI ENCONTRO/CONVÍVIO DE ALUNOS DE E.M.R.C.,DA DIOCESE DO PORTO, NO PARQUE DA CIDADE


No passado dia 21 de Maio, realizou-se o VI Encontro/Convívio de alunos de E.M.R.C., da Diocese do Porto, no qual participou a nossa Escola, com cinquenta e sete alunos, todos eles pertencentes ao 8º ano de escolaridade. O professor Alfredo Vasconcelos foi o responsável pela actividade e contou com a colaboração dos professores Raúl Bastos, José Nuno Ramos e Andreia Sousa.
Os alunos partiram da Escola às 08:30h e chegaram ao Parque da Cidade por volta das 09:30h. O dia foi preenchido com diversas actividades, logo após à apresentação de cada escola, junto do palco. A saber: formação do cachecol gigante (11 km), actividade patrocinada pela Sport Zone e que homenageava a Selecção Portuguesa de Futebol; concurso de bandeiras; concerto musical; palestra do Senhor Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e outras actividades no palco e no parque. Finalmente, os alunos chegaram à Escola por volta das 17h.
Este encontro/convívio teve como objectivo fundamental promover os valores da amizade, do convívio, da fraternidade e da partilha. Penso que foram plenamente atingidos, graças ao civismo e à responsabilidade dos nossos alunos. Estes revelaram um comportamento digno de louvor, uma pontualidade francamente positiva, o que só pode deixar os professores e a própria Escola orgulhosos deles. Daí que, a avaliação, que os professores de E.M.R.C. fizeram da visita, foi bastante positiva, já que deu para observar que muitos dos valores propostos pela disciplina foram evidenciados pelos nossos jovens. Num tempo, em que se têm tecido tantas críticas aos mesmos, será bom reconhecer que existem neles valores que nos devem deixar esperançados em relação ao futuro.
A grande mancha cor-de-laranja ( cor das t.shirts que envergaram ), que compôs e embelezou ainda mais o já de si belo Parque da Cidade, era constituída por cerca de quinze mil jovens de toda a Diocese do Porto que, como já disse, fizeram daquele dia uma ocasião única de salutar convívio e de lazer.








































O Representante de E. M. R. C. , Alfredo Vasconcelos

segunda-feira, 26 de maio de 2008

RECONTO DA OBRA "História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar" DE LUÍS SEPÚLVEDA

Kengah, uma gaivota de penas cor de prata, voava com o seu bando sobre o mar do Norte.
Quando mergulhava, para pescar arenques, foi apanhada por uma maré negra. Com muita dificuldade, conseguiu voar até ao porto de Hamburgo.
Kengah acabou por cair na varanda de uma casa, onde vivia um gato grande, preto e gordo, chamado Zorbas. A gaivota estava a morrer por causa do petróleo que estava agarrado ao seu corpo. Antes de exalar o último suspiro, Kengah informou Zorbas que ia ter um ovo e pediu-lhe que ele lhe fizesse três promessas:
“- Não comes o ovo.
- …cuidas dele até que nasça a gaivotinha.
- Promete que a ensinas a voar.”
Zorbas prometeu cumprir estes pedidos. Ao mesmo tempo que Kengah morria, pôs um ovo.
Zorbas pediu ajuda aos gatos do porto e eles aceitaram ajudá-lo a cumprir as promessas.
O gato grande, preto e gordo deitou-se junto do ovo pintalgado e chocou-o.

Os gatos, amigos de Zorbas, ajudaram a preparar o enterro de Kengah. Colonello fez um bonito discurso de despedida:
“E agora digamos adeus a esta gaivota, vítima da desgraça provocada pelos humanos. Estiquemos os pescoços para a lua e miemos a canção do adeus dos gatos do porto.” Os gatos começaram a miar uma triste canção de despedida, aos quais se juntaram outros gatos, cães e restantes animais das redondezas.
Entretanto, Ditosa -a gaivotinha -aprendeu, com o tempo, a comer o que os gatos lhe davam e a compreender que Zorbas não era a sua “mamã”. Os gatos tentaram ensiná-la a voar, até consultaram a enciclopédia, mas não o conseguiram.


Zorbas decidiu pedir autorização para quebrar o tabu e poder miar a língua dos humanos. Os gatos, depois de muito conversarem, escolheram um humano poeta para pedir ajuda.
O poeta escolheu uma noite de chuva para levar Ditosa ao cimo da torre de S. Miguel. Nesse local, o humano, depois de incentivar a gaivota, atirou-a. Mesmo com medo, Ditosa começou a voar. Tinha compreendido “Que só voa quem se atreve a fazê-lo.”

Trabalho realizado pelos alunos do 5º G, nas aulas de Língua Portuguesa